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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Brasil gerou 2,2 milhões de vagas formais em 2011

GILMAR LUÍS/JC
Setor de serviços criou 1 milhão de vagas no ano passado, seguido por comércio e construção civil
Setor de serviços criou 1 milhão de vagas no ano passado, seguido por comércio e construção civil
 
O Brasil gerou 2,2 milhões de empregos formais em 2011, um aumento de 5,09% em relação ao total de trabalhadores formais de 2010, de acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), divulgada nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Foi a terceira maior geração de empregos de toda a série histórica da Rais, iniciada em 1985, sendo menor apenas que os saldos em 2010, quando foram criados 2,8 milhões de postos, e em 2007, quando foram gerados 2,4 milhões.

Os dados por tipo de vínculo (celetistas e estatutários) revelam que a dinâmica do mercado de trabalho em 2011 foi proporcionada, particularmente, pelo desempenho do emprego celetista, que cresceu 5,96%, correspondendo à criação de 2,116 milhões de empregos, contra uma elevação modesta de 1,47%, ou mais 126,3 mil vínculos empregatícios no segmento estatutário.

O número de vínculos empregatícios formais ativos em dezembro de 2011 atingiu 46,311 milhões, ante 44,068 milhões do ano anterior. Somando os inativos (desligados), o montante chegou a 70,971 milhões de vínculos, o que representa um aumento de 6,33% quando comparados ao resultado de 2010, ocasião em que foram registrados 66,747 milhões de empregos. Puxado pelo fortalecimento da demanda interna, a pesquisa mostra que houve crescimento generalizado nos setores da economia.

Dentre os setores que mais contribuíram para a geração de empregos formais estão o de serviços, com 1,027 milhão de vagas; seguido do comércio, 460,4 mil; construção civil, 241,3 mil; indústria de transformação, com 228,1 mil e administração pública, com 180,2 mil postos de trabalho gerados.

Em relação aos rendimentos médios dos trabalhadores formais houve aumento real de 2,93%, percentual superior ao verificado no ano anterior, de 2,57%, passando de R$ 1.847,92, em dezembro de 2010, para R$ 1.902,13, em dezembro de 2011. De acordo com o MTE, esses valores já estão atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Em 2011, 7,885 milhões de estabelecimentos declararam à Rais, dos quais 4,295 milhões correspondiam a estabelecimentos sem vínculos empregatícios, e 3,591 milhões com vínculos. Foi registrado aumento de 3,52% no total de estabelecimentos, percentual superior ao ocorrido em 2010, com 2,47%.

Abertura de postos em 2012 pode igualar desempenho

O secretário substituto de Política Pública e Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodolfo Torelly, afirmou nesta terça-feira que o volume de vagas de trabalho formais criadas neste ano ainda pode se igualar ao de 2011. A previsão foi feita apesar de apenas em dois meses de 2012 o volume de contratações líquidas ter ficado acima de seu correspondente no ano passado. Em 2011, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), foram criadas 2,242 milhões de vagas.

“É um bom resultado”, disse Torelly, salientando que o crescimento médio da População Economicamente Ativa (PEA) foi de 1,8 milhão. “O desempenho de 2012 está ligeiramente abaixo do de 2011, mas vamos esperar o fim do ano, pois pode ter uma arrancada, uma estilingada com as medidas do governo.”

Torelly projeta ainda que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve ter um saldo líquido de 1,5 milhão a 1,7 milhão de postos em 2012. No ano passado, conforme o Caged, foram gerados 2,02 milhões de postos com carteira assinada. A diferença do Caged para a Rais é que essa inclui também servidores públicos. O secretário comentou ainda que o aumento dos salários é devido, entre outros fatores, à escassez da mão de obra.


JC
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